quinta-feira, 26 de junho de 2014

Reflexão sobre o texto " O modelo dos modelos " de Italo Calvino

A leitura do texto "O modelo dos Modelos" de Itatlo Calvino , antes mesmo de nos levar a pensar sobre as especificidades do Atendimento Educacional Especializado, nos remete á escola de um modo geral. A escola que antes e muitas vezes ainda nos dias atuais ,exige de seus alunos, comportamentos e atitudes pre estabelecidas, e portanto quem está fora deste padrão, não tem as mesmas oportunidades que os demais. No entanto, todas as tentativas de se padronizar comportamentos humanos levaram a decepções como as vivenciadas pelo Senhor Palomar, sendo preciso rever paradgmas e ideias ultrapassadas. Pois, a verdade é que as pessoas são únicas e possuem formas singulares de agir , pensar , aprender e demonstrar o que sabem e o que não sabem. Quando pensamos no Atendiemnto Educaciional Especializado é preciso '... apagar da mente os modelos e os modelos dos modelos" assim como fez o senhor Palomar , já qua cada pessoa traz consigo necessidades e potencialidades únicas. Sendo assim, não existe padrões, estratégias pedagógicas e nem técnicas que podemos apontar como adequadas para todas as pessoas com esta ou aquela deficiência. o trabalho do(a) professor(a) de AEE é buscar conhecer as habilidades e as necessidades individuais do seus alunos, e apartir de então organizar seu plano de atendimento que será único para cada um deles.

sábado, 7 de junho de 2014

Recursos e Estratégias em baixa tecnologia para apoiar alunos com TEA

Bingo de palavras
Essa atividade pode ser realizada com crianças com TEA em processo de alfabetização, na sala de aula comum, com a participação de toda a turma e em grupos pequenos, devendo ser conduzida poela professora da sala de aula regular. Facilita a interação da criança com estes transtornos porque precisa , na sua ralização , haver a cooperação entre as crianças para a identificação das palavras, favorece o processo de alfabetização por apresentar a relação da figura com a palavra.
A atividade é composta de cartões com imagens e fichas com palavras que nomeiam as imagens , e sua execução assemelha-se com o bingo de números. A professora pode organizar as crianças em duplas ou pequenos grupos e distribuir as cartelas com os nomes que deverão ter sido trabalhados anteriormente, e ao mostrar as figuras as crianças irão identificando as palavras. É importante que a criança com autismo demonstre afinidades com as de seu grupo pra facilitar a cooperação entre elas. Número e Quantidade Essa atividade facilita a aprendizagem dos numerais e a relação com a quantidade, pode ser aplicada na sala de aula com pequenos grupos de crianças com e sem autismo. Quando realizada em grupos favorece a interação entre as crianças. É composta por cartões com numerais e desenhos representando as da quantidades e pegadores, a visualização e o manuzeio do material de concreto, facilita a criança com autismo na aquisição da habilidade de contagem. A professora pode dividir a sala em duplas ou grupos, e cada grupo deve representar os numerais usando os pegadores, deverá acompanhar o processo dos grupos para que todas as crianças participem e depois ela pode chamar os grupos para colocar as cartelas em ordem crescente, trabalhar o conceito de mais e menos.

sábado, 19 de abril de 2014

CONSIDERAÇÕES SOBRE SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA



Ao pensarmos na surdocegueira e a deficiência múltipla, devemos considerar os aspectos que as diferenciam. O termo  surdocegueira é adotado mundialmente e se refere como afirma Maia(2011) às pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes. A sua grafia expressa a idéia de que consiste em  uma deficiência única.
 Para McInnes (1999 apud BOSCO; MESQUITA; MAIA, 2010, p. 8), as pessoas com surdocegueira podem ser classificadas em Surdocegos Pré-lingüísticos ou Surdocegos Pós-lingüísticos, o mesmo autor ainda afirma que a surdocegueira pode se caracterizar como congênita ou adquirida. Estes aspectos são importantes, pois determinam os resíduos de audição ou de visão ou a ausência destes, como também o contato que teve com a linguagem oral e\ou escrita.
  Já a deficiência múltipla consiste segundo a Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989,  na associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (intelectual / visual / auditiva / física), com comprometimentos que acarretam conseqüências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa. (IKONOMIDIS – 2010).
 As pessoas com deficiência múltipla apresentam uma condição heterogênea em que estão associadas diferentes deficiências e estas associações  afetam o  funcionamento individual e as relações sociais.
Portanto, podemos dizer que a diferença que se destaca entre surdocegueira e deficiência múltipla refere-se ao acesso que o segundo tem ao meio, já que na surdocegueira a pessoa está impossibilitada  ou limitada   na sua capacidade de receber informação do meio de maneira fidedigna, necessitando sempre de um mediador.
              A aprendizagem incidental ocorre com menor freqüência no caso da pessoa com surdocegueira. As perdas parciais ou totais dos sentidos de distância, ou seja, audição e visão fazem com que a informação do meio lhe venha entrecortada e algumas vezes sem nexo, o que faz com que a pessoa se retraia. A necessidade de uma pessoa para mediar e trazer estas informações de maneira integral e coerente se torna imprescindível. (MEC/SEESP, 2010)


As pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla precisam que se criem condições para uma comunicação eficiente. Para tanto faz-se necessário que sejam considerados os resíduos que a pessoa possui e a partir destes estabelecer o nível de mediação que será necessária para que ocorra uma comunicação.
É preciso planejar estratégias que facilitem a aquisição da comunicação dessas pessoas através objetos de referência, antecipações que servem para antecipar uma determinada atividade, as caixas de antecipação que podem ser utilizadas com crianças que ainda não adquiriram nenhum sistema formal de comunicação, esta antecipação permite à criança conhecer os primeiros objetos de referência que anteciparão as atividades e o conhecimento das primeiras palavras(MEC-2010). Os calendários também são importantes como estratégias para desenvolver a noção de tempo, e estimular o desenvolvimento da comunicação.
Para comunicação das pessoas com surdocegueira é essencial considerar o papel das mãos, uma vez que “com freqüência, as mãos de uma pessoa que é surdacega devem assumir um papel adicional” (MILES, LEANE, 1998). Através das mãos a pessoa com sudocegueira pode ter contato com o meio, manuseando, tocando, etc. Além das mãos serem importantes instrumentos para a comunicação, nestes casos, através da comunicação gestual, devemos considerar que quanto mais cedo esta estimulação começar melhor será para a criança. A família, os professores as pessoas que convivem com a pessoa com sudocegueira precisam, saber se expressar  com as mãos para se fazerem entender, como também compreender como esta pessoa  utiliza as mãos para  expressar sentimentos, sensações  e até palavras.




Referências:

- IKONOMIDIS, Vula Maria. Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”, 2010 sem publicar.


- MAIA, Shirley Rodrigues. Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. Texto elaborado para a disciplina AEE na Deficiência Múltipla e na Surdocegueira, 2011.

- BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, ShirleyR. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência
Múltipla (2010).

MILES, Barbara, LEANE, Harlan A importância das Mãos para a Pessoa com Surdocegueira, Centro Nacional para Distribuição de Informações Sobre Crianças com Surdocegueira Investigação para escolas Centro Nacional Helen Keller Escola Perkins para Cegos. Publicado em Abril de 1998.







sábado, 15 de março de 2014

O processo educativo do aluno com surdez: Um perpectiva inclusiva



A  evolução histórica da educação das pessoas com surdez  é marcada por uma  divisão teórica, de caráter  político e epistemológico entre os gestualistas e os oralistas, com base  nessas idéas,  durante muito tempo, a responsabilidade pelo  sucesso ou o fracasso escolar era apontada como consequência da adoção de uma ou de outra concepção com suas práticas pedagógicas específicas. Essas concepções muito prejudicaram o processo educativo  das pesoas com surdez, pois limitavam o processo de aprendizagem, uma vez que a língua era colocada como ponto principal da aprendizagem do aluno e não se considerava as potencialidades do indivíduo. Atualmente sabemos que o que realmente favorece a aprendizagem siginificativa no aluno, com ou sem surdez,  são metodologias adequadas, que promovam o desenvolvimento e estimulem  as potencialidades da pessoa.
Com a  necessidade de se modificar esse quadro,  a nova Política Nacional de Educação Especial, numa perspectiva inclusiva,   ver pessoa com surdez não como o deficiente,  mas como um indivíduo que tem potencialidades a serem desenvolvida, nesta perspectiva   o processo educativo  deve  considerar   pessoa com surdez capaz de se desenvolver cognitivamente e tornar-se  um ser consciente, que pensa e se comunica. É o que afirmam Damázio e Ferreira os autores:
Não vemos a pessoa com surdez como o deficiente, pois ela não o é, mas tem perda sensorial auditiva, ou seja, possui surdez, o que a limita biologicamente para essa função perceptiva. Mas, por outro lado, há toda uma potencialidade do corpo biológico humano e da mente humana que canalizam e integram os outros processos perceptuais, tornando essa pessoa capaz, como ser de consciência, pensamento e linguagem. (DAMÁZIO e FERREIRA – 2010)

            O aluno com surdez apresenta sim uma diferença na forma de se comunicar, no entanto, assim como os teóricos citados acima, acreditamos que a aprendizagem de duas línguas, LIBRAS e Língua Portuguesa, além de uma possibilidade é um direito dessas pessoas.   Nesta perspectiva a legislação brasileira garante, através do decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, ao aluno com surdez uma educação Bilingue, em que deverá ter acesso ao ensino da Língua Brasileira de Sinais ( LIBRAS) e a Língua Portuguesa, preferencialmente na modalidade escrita. Respeitando assim suas diferenças no sitema comunicacional. Para se promover a aprendizagem significativa das duas línguas, dos outros  conteúdos escolares,  como também  garantir a permanência deste aluno na escola, é preciso que ocorram mudanças no ambiente escolar e nas práticas pedagógicas e  que a escola ofereça o Atendimento Educacional Especializado  em três momentos distintos, como está previsto na legislação, são eles:
-   Atendimento Educacional Especializado EM LIBRAS;
-   Atendimento Educacional Especializado para o ensino da LÍNGUA PORTUGUESA;
-   Atendimento Educacional Especializado para o ensino de LIBRAS.
Os três momentos do AEE para pessoa com surdez devem ser oferecidos diariamente, em horário contrário ao da sala de aula comum. Para o ensino da língua Portuguesa, é necessário um profissional especializado, preferencialmente, formado em Letras. Sendo primeiramente realizado um diagnóstico e análise do estágio do desenvolvimento do aluno, no que diz respeito a língua portuguesa. Este momento tem o objetivo de oferecer condições aos alunos para fazer uso  corretamente desta língua,  inclusive construindo sequências lingüísticas.
 Para o atendimento Educacional especializado para o ensino de LIBRAS, o professor deve estar qualificado para o magistério e, preferencialmente, ser um profissional com surdez, também deve ser realizado um diagnóstico sobre a aprendizagem do aluno acerca desta língua. O AEE em Libras deve ser realizado também por um profissional com surdez que irá trabalhar os conteúdos estudados na sala de aula comum.
 O AEE para pessoas com surdez é importante e deve ser planejado juntamente com os professores que trabalham com o aluno nos três momentos acima descritos e os da sala de aula comum. É preciso que haja bastante estimulação visual nestes ambientes, o que com certeza favorecerá a aprendizagem de todos os alunos.

Referência:
Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 05: Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção, p. 46-57.




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Autodescrição


A autodescrição é um instrumento de acessibilidade que visa minimizar as barreiras das pessoas cegas ou com baixa visão. Isto porque descreve fielmente imagens e ambientes, possibilitando as pessoas a construção de conceitos e a representação mental.
A descrição de imagens é a tradução em palavras, a construção de retrato verbal de pessoas, paisagens, objetos, cenas e ambientes, sem expressar julgamento ou opiniões pessoais a respeito(Brasil 2012.
         O vídeo “As curvas Niemeyer” é um material de autodescrição que apresenta Oscar Niemeyer, considerado uma das figuras chaves da arquitetura moderna, valorizando as curvas presentes na sua obra. Por ser apresentado de forma lúdica pode ser utilizado pedagogicamente, com crianças para o ensino da história, da geometria e até mesmo da geografia do país. Com o uso de material de apoio como sólidos geométricos e maquetes representa um riquíssimo material para o trabalho com alunos com deficiência visual.
As curvas de Niemeyer em autodescriçãowww.filmesquevoam.com.br
























sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Sua utilização com alunos com Deficiência Intelectual

O jogo da memória apresenta figuras com variados temas, as peças devem ficar viradas para baixo, as mesmas são repetidas e cada jogador deve fazer o maior número de pares possíveis.
Pode ser aplicado em duplas ou grupos maiores, na sala de aula ou na SRM.
O professor do AEE pode usar com o aluno com deficiência intelectual, enfatizando os nomes das figuras. Como cada jogo apresenta um tema,  facilita a intencionalidade da atividade do professor. Podendo explorar nome da figura , cores, número de elementos, respeito as regras do jogo , atenção e memória.
As estratégias podem ser variadas e um mesmo jogo pode ser usado em mais de um momento, o professor poderá apresentar todas as figuras e pedir que o(a) aluno(a) as nomei  descrevendo-as.  No caso do aluno que não fala, e que precisa desenvolver a oralidade, isso deve ser estimulado neste momento,  o professor deve perguntar as caracteirsticas e nome das figuras e se não obtiver a resposta satifatória , dizer os nomes e solicitar que seja repetidos, pelo (a) aluno(a). Após a apresentação das figuras, as regras devem ser explicadas, e o jogo poderá ser começado. É importante  que o aluno jogue primeitro com o professor de AEE para só posteriomente , brincar com outras crianças.
A metacognição, habilidade pouco desenvovida na pessoa com DI, pode ser explorada neste momento já que a atividade exige ações repetidas , o aluno precisa refletir antes de fazer a ação.